Palestra sobre Educação Financeira para estudantes

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Palmas, TO – 10 de setembro de 2025 – A Escola Estadual João Paulo II realizou, na manhã desta quarta-feira, mais uma ação do seu Projeto Político-Pedagógico, desta vez com foco na Educação Financeira. A ação contou com a participação da economista Ana Paula Conceição, que conduziu uma conversa dinâmica sobre a importância da consciência financeira no cotidiano dos estudantes.

Durante a palestra, a especialista apresentou um panorama histórico da evolução do dinheiro, desde as primeiras formas de troca – como sal, ouro e animais – até o surgimento dos bancos, do papel-moeda e a chegada das moedas digitais. Para ela, um dos principais desafios atuais está na perda da noção do valor real dos produtos.

Conforme a economista, “Muitas vezes, achamos que um tênis de marca vale mais que outro apenas pelo nome. Mas o que brilha nem sempre é ouro”, ressaltou, incentivando os estudantes a refletirem sobre quantas horas de trabalho são necessárias para adquirir determinados bens.

Ana Paula também alertou sobre práticas de consumo comuns, como as compras na Black Friday, quando produtos antigos são vendidos como novidade. “Diluir o valor em promoção pode ser uma armadilha, especialmente quando se usa o décimo terceiro sem planejamento. É preciso lembrar: cartão de crédito não é dinheiro”, reforçou.

A interação com os estudantes despertou questionamentos sobre capitalismo, consumo e diferentes formas de organização econômica. A economista explicou como ocorre a injeção de dinheiro na economia e destacou a importância de os estudantes formarem suas próprias opiniões a partir de fontes originais.

Entre as orientações práticas, apresentou o método 50-30-20, que divide a renda em três partes: 50% para necessidades essenciais, 30% para gastos flexíveis e 20% para segurança financeira, incluindo aplicações, investimentos, reserva de emergência e quitação de dívidas. Segundo ela, a reserva deve ser vista não apenas como proteção, mas também como oportunidade.

Para exemplificar a evolução do poder de compra, a economista citou comparações históricas, como o salário mínimo atual de R$ 1.518,00. Ao final, incentivou os estudantes a contribuírem no planejamento das despesas domésticas: “Se vocês colaborarem na economia de casa, pode até sobrar um pequeno prazer, como uma saída especial em família”, concluiu.