O mês de setembro, conhecido como Setembro Azul, tem ganhado destaque em todo o Brasil pela sua importância na conscientização, valorização e divulgação da cultura e dos direitos da comunidade surda. Diversas ações são realizadas em todo o país, promovendo debates e integrando a Língua Brasileira de Sinais (Libras) no contexto educacional e social, fortalecendo a inclusão e o respeito à diversidade.
Na última terça-feira (24), a Escola João Paulo II realizou uma atividade especial voltada para essa conscientização. Sob a coordenação da professora de Libras Luelma Nunes Silva, com o apoio da professora Lucilene Batista de Melo, foram realizadas dinâmicas que destacaram a importância de conhecer e apoiar a comunidade surda. A iniciativa visou a contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva e informada sobre a realidade dos surdos no Tocantins e no Brasil.
Um dos momentos de maior destaque do evento foi a conversa promovida pela professora Gabriela Otaviani, coordenadora do PIIP Libras e docente de Letras Libras. Ela liderou uma reflexão sobre o papel de cada indivíduo durante o Setembro Azul e explicou por que este mês é marcado por ações voltadas à comunidade surda. Segundo Gabriela, o Setembro Azul é dedicado à luta pelos direitos dos surdos e à celebração das conquistas que essa comunidade alcançou ao longo dos anos.
Inclusão da Libras no currículo escolar
Outro ponto central da conversa foi a importância da inserção da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no currículo escolar. Gabriela destacou que a educação bilíngue — onde Libras e português coexistem como línguas de ensino — representa um grande avanço para a inclusão dos estudantes surdos. No entanto, Gabriela reforçou que ainda há desafios a serem enfrentados para garantir a plena inclusão e o respeito à identidade surda.


Ela também destacou a importância de ações como as promovidas pela Escola João Paulo II, que ajudam a sensibilizar a sociedade para a importância de construir um ambiente verdadeiramente inclusivo, onde as diferenças sejam respeitadas e celebradas.
O Setembro Azul segue como um convite para que todos reflitam sobre seu papel na construção de um mundo mais inclusivo, onde a diversidade é valorizada e as diferenças são motivo de celebração, não de exclusão.







